Sobre responsabilidade ambiental: Reciclagem
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Precisamos falar sobre o nosso lixo.

Existe uma parcela enorme da população mundial que não se preocupa com a quantidade e o destino dos dejetos que gera. Isto em pleno século 21, quando já começamos a conquistar o espaço sideral, o que deveria nos ter trazido a noção real de fragilidade, pequeneza e portanto dos cuidados que devemos ter com nossa nave mãe. Quando vemos uma foto da Terra vista do espaço, deveríamos compreender que não existe “jogar fora no lixo”: não existe “fora”! O lixo que produzimos será sempre parte integrante do planeta e é de nossa responsabilidade, e a não ser que não haja empatia, que não estejamos nem aí para nossos filhos, as futuras gerações e o conjunto dos seres vivos. Devemos compreender e rastrear o que acontece com nossos resíduos,  desde que são gerados até que sejam reusados, reciclados, compostados ou se tornem inertes.

Vamos olhar mais de perto os nossos dejetos: o nosso lixo é tão rico! O lugar dele não é num aterro sanitário, muito menos em um lixão, que ainda é o principal destino do lixo em grande parte das cidades do Brasil.

A primeira coisa a fazer é, em primeiro lugar, gerar menos resíduos. Sobre isso, a Companhia dos Fermentados terá sempre muito a dizer, porque aproveitamos cada segmento dos vegetais, evitamos materiais descartáveis, preferimos reutilizar e sempre usar com parcimônia o que possa gerar resíduos.

Além disso, é fácil trabalhar com foco na reciclagem. Apenas separando o lixo “orgânico” do reciclável, você já consegue uma redução de aproximadamente metade da quantidade de lixo que seria destinado ao aterro sanitário (ou lixão). Se formos um pouco mais conscientes, podemos triar os resíduos e enviar separadamente para a reciclagem o papel, metal e vidro. Em diversos países “desenvolvidos”, esta triagem é obrigatória em cada casa, e ainda vai até o tipo de vidro e tipo de plástico.

Se o caminhão de reciclagem não passa em sua casa (aqui passa apenas uma vez por semana, e é um indicador de o quão pouco as pessoas reciclam), você tem a opção (diríamos a obrigação cósmica) de levar seu lixo a um ponto de recolhimento.

Para facilitar esse trabalho, pesquisamos algumas iniciativas para você reciclar seu lixo. Nestes links você coloca seu endereço e ele aponta os lugares mais próximos dos locais que você frequenta, facilitando a entrega:

Outra opção é ligar para uma cooperativa de catadores de papel, como a Coopamare, em São Paulo. Os catadores de papel desempenham uma função extremamente importante em nossa sociedade. Eles foram desde sempre marginalizados e tiveram sua importância diminuída principalmente pelos grandes atravessadores que os impediam (e ainda tentam impedir) de chegar próximos da grande indústria, que paga preços razoáveis aos resíduos, que, em realidade, são insumos para a produção. Os catadores são de fato os verdadeiros heróis das grandes cidades. Eles são os agentes que conseguem, através do trabalho informal e pouco reconhecido, fazer parte da triagem e dão o destino certo para o que muitos consideram lixo, mais que é o insumo de muita indústria por ai. Grande parte da indústria não está interessada em valorizar este trabalho, justamente para poder continuar pagando barato e perpetuar o ciclo de pobreza e marginalidade que este material tão rico poderia mudar.

E aqueles 20% do seu lixo, o “orgânico” que não deve ir para a reciclagem? A resposta é: compostar e usar o composto!

Vamos compostar! Mas este assunto fica para o próximo post!

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